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21/03/2010, domingo as 19h

cinema & anarquia
Bate-papo e exibição do filme “A hora da estrela” dir. de Suzana Amaral (Brasil, 1985).

20/03/2010, sábado as 20h
(des)encontros anárquicos de literatura.

Discussão, leitura, debate e bate-papo acerca do livro “A hora da estrela” de Clarice Lispector.

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Oficina Libertária 2010: “Foucault e o anarquismo"

Oficina Libertária 2010
“Foucault e o anarquismo”
 

Coordenação de Nildo Avelino*

O objetivo da oficina é propor um estudo sobre as relações entre a reflexão política e filosófica de Michel Foucault e o pensamento anarquista de Pierre-Joseph Proudhon e Errico Malatesta.
A pertinência em estudar “Focault e o anarquismo” está no fato de que, desde os anos 1990, tornara-se evidente que os efeitos na política e na filosofia produzidos pela crítica foucaultiana do Sujeito e do Poder afetaram enormemente não apenas as Ciências Humanas, mas também, e de uma maneira extraordinária, os modos através dos quais eram percebidas as tradições políticas liberal, marxista e anarquista. A força inovadora do “efeito Foucault” em relação anarquismo pode ser vista pelos trabalhos de Todd May e Salvo Vaccaro, que constituem o início do que se tornou em nossos dias um vasto campo discursivo sobre um problema importante no debate anarquista: o chamado pós-anarquismo ou neo-anarquismo.
Todavia, apenas recentemente nota-se um empenho, sobretudo na Europa, em compreender complexivamente o alcance e os desdobramentos que resultam dessa problemática para o anarquismo. E é com este intuito que se lança mais esta oficina libertária: “Foucault e o anarquismo” busca apreender a força inovadora desta interseção de potências no pensar libertário.

Para ver a programação completa e as indicações de leitura referente à oficina clique em Atividades

A participação no seminário é aberta. A inscrição se faz necessário somente aos que solicitarem certificado de participação. Caso queira se inscrever, por favor, clique aqui.

 

As Oficinas Libertárias do Centro de Cultura Social

Iniciadas em 2008, as oficinas libertárias do CCS promovem uma outra modalidade de saber que se pretende distinto da aula ou da palestra. Sua dinâmica está mais concernida com o grupo de estudos que traz a marca do autodidatismo. Mas isto não é tudo. Oficina é um lugar onde se elabora, se fabrica, constrói ou conserta coisas que não são simplesmente nem da ordem da lógica nem do conceito, mas que indicam uma habilidade, uma aptidão ou astúcia, um saber-fazer. Na oficina o saber não se pretende causal, mas se quer relacional na medida em que propõe efetuar-se materialmente produzindo uma transformação em seu interlocutor. O saber, seja ele a física do globo ou os fenômenos da consciência, só interessam para a oficina se relacionados à transformação do sujeito, como saberes ético-políticos.
O “método” praticado pela oficina porta duas dimensões importantes: 1. o diálogo. Na oficina não há professor, cada um é ator e espectador no teatro do saber. Por isso as oficinas serão quanto possível dialógicas. Espera-se que o diálogo possa fazer valer a vontade de saber individual, permitindo quebrar as hierarquias instauradas pela ordem do saber. Como é próprio das oficinas, cada um é portador de capacidades e saberes desiguais. Ao contrário de instaurar uma relação hierárquica, a desigualdade deve dar lugar a relações igualitárias diferenciadas. 2. o prazer. As oficinas funcionam como grupo, associação, ou comunidade de estudo. A Academia de Atenas era famosa não somente pelo estudo da filosofia, mas por incitar um estilo de vida filosófico; o jardim de Epicuro se dedicava à filosofia e ao cultivo de hortaliças. A oficina se propõe como grupo de convivência libertária para fazer do processo de conhecimento uma atividade prazerosa, um hedonismo do saber.
As Oficinas Libertárias do Centro de Cultura Social estão abertas a todos que desejem compartilhar das práticas acima descritas.

Veja em Atividades as oficinas em andamento no momento.

 

(des)encontros anárquicos de literatura

A literatura só vale a pena como experiência que faz o pensamento pensar como atividade digestiva: modificando e afetando singularmente os corpos. Os (des)encontros anárquicos de literatura pretendem ser experiências de pensamento, alimento para aplacar a sofreguidão de palavras. Leia o livro e traga uma bebida.

Veja a programação completa da série de leitura em Atividades

 

 

cinema & anarquia

Experiência do tempo incessantemente renovado, o cinema faz ver o imperceptível num movimento que atualiza imagens de subversão e subversões da imagem. A proposta de Cinema & Anarquia é articular a imagem-movimento do cinema com o pensamento em movimento da literatura.

Veja a programação completa da série de exibição dos filmes em Atividades

apresentação

O Centro de Cultura Social de São Paulo é o remanescente de uma prática comum do movimento libertário no Brasil. O aprimoramento intelectual, a prática pedagógica e os debates públicos são formas de ação e de formação de militantes e de livres pensadores, tendo sido comum a formação de diversos centros de cultura no primeiro meado do século XX. Há uma definição sucinta dada por Edgar Rodrigues que os registra com o seguinte verbete em seu livro Socialismo (1976): "Tipo de associação fundada por anarquistas, com fins de divulgar a cultura ideológica. Agrupações por afinidade de idéias, livremente orientada, tendo como atividade principal a difusão da cultura geral, baseada no raciocínio livre, nas experiências científicas e sociológicas. Seu fim é o de subtrair o homem da condição de instrumento dirigido, condicionado econômica, moral e psiquicamente, dar-lhe condições de um ser pensante com liberdade de ser livre. Sua meta mais importante é a divulgação da cultura social com vistas à alargar os limites do que as fronteiras geográficas, políticas e econômicas. Visa libertar o homem e dar-lhe condições de ser ele mesmo num mundo livre”. A finalidade do CCS é, inclusive estatutariamente, estimular, apoiar e promover nos meios populares o estudo de todos os problemas que se relacionam com questão social, não somente de cunho anarquista mas de maneira plural, havendo o especial cuidado de manter-se distante de qualquer instrumentação externa,seja de partidos políticos ou não. O CCS é independente de qualquer outra organização. Tem constituição de pessoa jurídica e tem seu funcionamento regido pelo seu estatuto. A gestão se dá pela comissão administrativa do CCS, eleita anualmente, cumpridora das deliberações de assembléias de seus sócios efetivos, havendo a participação de seus sócios contribuintes. Sendo uma entidade sem fins lucrativos, o CCS mantém-se apenas por contribuição de seus sócios e simpatizantes.

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